Áreas de atuação

Patologias

Do ambulatorial ao complexo, do eletivo ao emergencial — conheça as principais patologias tratadas pela Cirpedkids.

Rotinas

Cirurgias ambulatoriais e eletivas

Patologias cirúrgicas frequentes na infância, geralmente de indicação eletiva.

1 — Hérnia inguinal

Uma das doenças mais frequentes da criança, ocorre por um defeito congênito que leva a uma comunicação da cavidade abdominal com a região inguinal. Pode ser uni ou bilateral, sendo mais frequente à direita, nos prematuros e nas crianças do sexo masculino. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na queixa de tumoração na região inguinal relacionada aos esforços, e confirmado ao exame físico. O tratamento é cirúrgico em caráter eletivo, e deve ser realizada brevemente para evitar complicações, como o encarceramento e estrangulamento.

Ilustração de hérnia inguinal em criança
2 — Hérnia umbilical

Causada por um defeito congênito do fechamento da parede abdominal, permitindo a protrusão de órgãos intra-abdominais pela cicatriz umbilical. Maior ocorrência em negros e com predisposição familiar. Os estudos indicam que a maioria pode ter fechamento espontâneo até 2 anos de idade. A indicação cirúrgica depende do tamanho da hérnia e do acompanhamento ambulatorial (se há tendência ao fechamento). O índice de complicações relacionada a esta patologia é baixo.

Ilustração de hérnia umbilical em criança
3 — Hérnia epigástrica

Defeito congênito da parede abdominal mediana causando protrusão de gordura (pré-peritoneal) acima da cicatriz umbilical. Tumoração que não desaparece e causa dor ao exame físico. Indicada cirurgia a partir de 01 ano de idade, exceto se dor significativa ou aumento progressivo de tamanho.

4 — Criptorquidismo

Termo genérico utilizado em todas as anormalidades em que a bolsa testicular (escroto) está vazia. Criptorquidia é a parada da migração embriológica do testículo em direção à bolsa testicular. Outros termos utilizados (mas não sinônimos) são: testículo não-descido, distopia testicular e ectopia testicular.

O local ideal para o desenvolvimento testicular é dentro da bolsa testicular. O seu posicionamento fora deste local pode levar a atrofia precoce; por isso atualmente a cirurgia é indicada aos 6 meses de idade; a partir desta idade já não ocorre migração espontânea do testículo para o escroto.

Ilustração de criptorquidismo
5 — Fimose

Impossibilidade da exposição completa da glande devido a presença de uma anel de constrição fibrótico, de etiologia congênita ou adquirida (balanopostites de repetição e descolamento traumático). O tratamento cirúrgico (postectomia) é normalmente indicado nos casos de infecção local de repetição, infecção urinária (casos selecionados) ou complicação com parafimose.

Ilustração de fimose
6 — Cisto tireoglosso

Anomalia cervical da linha média causada por falha do desenvolvimento normal da tireóide. Defeito embriológico mais comum do pescoço. Aparece clinicamente ao redor dos 5 anos de idade, como uma massa cervical na linha média, de crescimento lento, que pode complicar com infecção local. Podem ser solicitados Ultra-som e/ou Cintilografia de tireóide para auxílio no diagnóstico. O tratamento é cirúrgico e consiste na retirada do cisto e na porção média do osso hióide.

Ilustração de cisto tireoglosso
7 — Anquiloglossia (língua presa)

A língua é presa ao assoalho da boca por um freio, este freio às vezes pode ser curto e restringir os movimentos da língua. Nesses casos está indicada a cirurgia após os seis meses de idade.

Ilustração de anquiloglossia — língua presa
Urologia

Urologia Pediátrica

Doenças e malformações do aparelho urinário na infância.

Urologia Pediátrica
1 — Hidronefrose

Definida como dilatação do sistema coletor urinário, com ou sem obstrução associada. As principais causas são: refluxo vesico-ureteral, cálculo renal e obstrução da junção uretero-pélvica. O diagnóstico pode ser feito durante a gestação através de Ultra-som pré-natal, e sempre deve ser confirmado após o nascimento. As causas obstrutivas geralmente necessitam de tratamento cirúrgico.

Ilustração de hidronefrose
2 — Hipospádia

Abertura anormal da uretra na região ventral do pênis (orifício da uretra em local anormal), associado a curvatura do pênis e excesso de prepúcio em região dorsal. Acomete 1 a cada 300 meninos vivos, ocorre devido uma falha no desenvolvimento da uretra. O diagnostico é realizado pelo exame físico e o tratamento é cirúrgico, idealmente entre o 1º e 2º ano de vida.

Ilustração de hipospádia
Urgências

Patologias cirúrgicas de urgência na criança

Condições que exigem diagnóstico rápido e tratamento imediato.

Situações emergenciais devem ser conduzidas prontamente. Em caso de dor abdominal aguda, vômitos persistentes, dor testicular ou outros sinais de urgência, procure atendimento médico imediato.
1 — Parafimose

Ocorre quando o prepúcio é trazido atrás da glande e não retorna à sua posição original. Ocorre obstrução do fluxo linfático e sanguíneo local, levando a grande edema (inchaço) no prepúcio com dor local. Deve ser prontamente tratada, com redução manual do prepúcio ou tratamento cirúrgico.

Ilustração de parafimose
2 — Escroto agudo

Caracterizada por dor escrotal aguda. As causas são: torção de testículo; torção de apêndices testiculares e orquiepididimite (infecção). A torção testicular é a patologia mais grave, pois pode levar a necrose do testículo em até 12 horas, e necessita de tratamento cirúrgico de urgência.

Ilustração de escroto agudo
3 — Apendicite aguda

Processo inflamatório do apêndice cecal, causado por obstrução do mesmo. Principal causa de cirurgia abdominal em crianças. Pode ocorrer em qualquer idade, porém é mais frequente dos 8 aos 12 anos e raro antes dos 2 anos de idade. A criança apresenta dor abdominal (na região inferior direita do abdome), vômitos, hiporexia (diminuição da fome) e febre. O diagnóstico é clínico, baseado nas queixas do paciente, exame físico e exames complementares (sanguíneos e radiológicos). O tratamento é cirúrgico, consiste na retirada do apêndice (apendicectomia) e limpeza da cavidade abdominal.

Ilustração de apendicite aguda em criança
4 — Invaginação intestinal

Consiste na penetração de uma alça intestinal dentro de si mesma, levando a obstrução intestinal. A maioria dos casos ocorre entre 6 – 9 meses, com predisposição para o sexo masculino. O quadro inicia-se com dor abdominal em cólicas, com choro forte e agitação. Logo ocorrem os vômitos, distensão abdominal e eliminação de fezes mucossanguinolentas pelo ânus. Trata-se de uma patologia de urgência, que necessita de tratamento imediato por médico habilitado.

Ilustração de invaginação intestinal
Malformações

Malformações congênitas

Anomalias do desenvolvimento embrionário que necessitam de cuidado cirúrgico especializado.

1 — Atresia de esôfago

Anomalia congênita caracterizada pela ausência da porção média do esôfago. Deve ser diagnosticada nas primeiras horas de vida, pela não passagem de sonda da boca para o estômago. Pode estar associada a outras malformações: cardíacas, ósseas, renais, traqueais e intestinais. Necessita de tratamento cirúrgico para tentativa de reconstrução esofágica.

Ilustração de atresia de esôfago
2 — Anomalia ano-retal

Grupo de anomalias congênitas decorrentes da falha do desenvolvimento do intestino do embrião. Compreende vários tipos de patologias, podendo inclusive manter comunicação através de fístula com trato urinário. Pode estar associada a outras malformações.

Ilustração de anomalia ano-retal
3 — Doenças dos remanescentes branquiais

Defeitos oriundos dos arcos e fendas branquiais. Localizam-se na região da cabeça e pescoço. Tem indicação cirúrgica a partir dos 6 meses de idade, para evitar complicações como infecção local.

Ilustração de doenças dos remanescentes branquiais
Cirurgia minimamente invasiva

Videocirurgia Pediátrica

A prática da videocirurgia na criança teve seu início na década de 90, e vem sofrendo grandes avanços com o desenvolvimento de materiais de alta tecnologia nos últimos anos, possibilitando a correção de diversas patologias por meio da cirurgia minimamente invasiva, com os benefícios de menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, mais rápido retorno a atividades habituais e melhor aspecto estético. Tem como limitação no paciente pediátrico a maior dificuldade em obtenção de materiais de tamanho específico para crianças. Várias patologias podem ser tratadas com auxílio da videocirurgia, dependendo de material adequado e experiência do cirurgião. As mais comuns são: criptorquidia (em caso de testículos não-palpáveis/intra-abdominais), apendicite aguda, colecistectomias (retirada da vesícula geralmente por cálculos), doença do refluxo gastro-esofágico, patologias ovarianas (cistos ovarianos) e cirurgias torácicas como o tratamento do empiema pleural em pneumonias graves.

Videocirurgia Pediátrica em execução
Protocolo multimodal

Projeto ACERTO em Cirurgia Pediátrica

O Projeto ACERTO é um protocolo multimodal de condutas pré-operatórias, que tem como objetivo acelerar a recuperação do doente cirúrgico. Desde 2015 também orienta condutas para a Cirurgia Pediátrica, baseado em dados publicados na literatura mundial, como abreviação do jejum pré-operatório com o uso de uma bebida rica em carboidratos, realimentação precoce após cirurgias, uso seletivo de antibióticos, sondagem gástrica e drenos abdominais após cirurgias, mobilização precoce entre outras. Todas essas condutas tem o objetivo de melhorar a recuperação da criança durante o período de pós-operatório.

Nossa participação

O Dr. Carlos Augusto L. B. Carvalho é colaborador do Projeto ACERTO, garantindo que essas condutas modernas sejam integradas à rotina de cuidado dos nossos pacientes.

Perguntas Frequentes

Esclarecimentos Médicos Educativos

Informações técnicas e éticas sobre as principais patologias e rotinas cirúrgicas tratadas pela Cirpedkids.

Qual a diferença entre hérnia inguinal e hérnia umbilical em crianças?

A hérnia inguinal ocorre na região da virilha por falha no fechamento de um canal congênito, necessitando de avaliação cirúrgica breve devido ao risco de encarceramento. Já a hérnia umbilical localiza-se no umbigo, e frequentemente apresenta fechamento espontâneo até os 2 anos de idade, exigindo cirurgia apenas se persistir após essa fase ou sob recomendação médica.

O que é e quando tratar a fimose infantil?

A fimose é a incapacidade de expor a glande devido ao anel estreito do prepúcio. Frequentemente fisiológica no lactente, pode regredir com o crescimento ou tratamento clínico sob prescrição. A intervenção cirúrgica (postectomia) é avaliada em casos de infecções urinárias recorrentes, infecção local (balanopostite) ou persistência após a idade adequada.

O que propõe o Projeto ACERTO em cirurgia pediátrica?

O Projeto ACERTO (Aceleração da Recuperação Total Pós-Operatória) é um protocolo científico focado em otimizar a recuperação pós-cirúrgica. Envolve medidas seguras como a abreviação do jejum pré-operatório, realimentação precoce e mobilização precoce no pós-operatório, reduzindo o tempo de internação e o estresse metabólico da criança.

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